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História do Banco Fonsecas & Burnay

Nascido em 1967, o Banco Fonsecas & Burnay (BFB) resultou da fusão entre o Banco Burnay e o Banco Fonsecas, Santos e Vianna. O seu crescimento foi de tal forma acentuado que a breve trecho levou à aquisição do Banco Regional de Aveiro, tendo-se seguido as instituições que davam pelo nome de Pancada, Morais e Cia, anos antes do Banco do Alentejo, a última entidade regional que sucumbiu à constituição dos grandes grupos económicos nacionais que entretanto se tinham criado em Portugal.

Considerado como o banco lusitano mais internacional de sempre, título que ainda hoje lhe pertence e tem em linha de consideração o momento e desenvolvimento da empresa num dado período, as raízes do BFB remontam, no entanto, a 1875. Foi nesta data que a instituição começou a operar sob o comando de uma sociedade anónima que veio a ser consolidada 92 anos depois com a referida compra das derradeiras empresas locais do sector.

A aposta da instituição englobava os sectores da indústria e minério, mas desde cedo se expandiu aos meios de comunicação, telecomunicações, transportes e sobretudo de único financiador do Estado, posição que lhe concedeu uma projecção incomensurável além-fronteiras. Para essa estratégia muito contribuíram os seus sócios maioritários, dois cidadãos belgas residentes em Portugal e um terceiro parisiense, que com o conhecimento de mercado e experiências anteriores nas nações que os viram nascer, foram adquirindo o saber aplicado para conduzir o BFB ao sucesso que alcançou.

O negócio do século para BPI

Embora possuidor de uma solidez invulgar, o Banco Fonsecas & Burnay acabou por ser adquirido oportunamente pelo Banco Português de Investimento (BPI) no início do segundo trimestre de 1991. A transacção ocorreu somente uma década após a fundação daquele último, tendo sido um dos maiores investimentos no mercado financeiro lusitano e o factor responsável por catapultar definitivamente o BPI para o plano que mantém actualmente.

Tendo funcionado em paralelo com a marca de sempre durante algum tempo, o BFB acabou por se fundir completamente na estrutura do BPI. O momento ficou marcado pela alteração da imagem “Dedicado a Si”, conservada até à sua total incorporação naquele segundo, cujo volume de negócio aumentou consideravelmente devido à aquisição do Banco Fonsecas & Burnay.

Hoje em dia extinguida na prática, a designação inscrita desde 1967 é desconhecida para a esmagadora maioria dos portugueses, mas continua a “viver” nas linhas do BPI, uma das entidades mais consideradas no panorama nacional e europeu. O seu nome pode ter desaparecido, mas o legado da instituição perdura com a actividade do Banco Português de Investimento.

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