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História do Banco Português do Atlântico

O percurso do Banco Português do Atlântico (BPA) foi desbravado ao longo de 58 anos com assinalável sucesso, não tivesse esta sido a primeira grande instituição financeira privada lusitana. Esse estatuto foi alcançado devido à sua particular óptica e posição inédita perante o mercado, mas sobretudo graças a uma forma muito característica de abordar os clientes (e inovadora à data), assente no respeito e proximidade.

Nascido da perspicácia de uma sociedade anónima de investidores nacionais, o BPA deu-se a conhecer ao país no dia 31 de Dezembro de 1942, mas não surgido do nada. O seu antecessor, a Casa Bancária Cupertino de Miranda & Companhia (CB – CMC), fundada em 1919, foi o seu ponto de partida e da experiência adquirida por esta entidade emanou aquele novo banco, o qual veio dar continuidade à CB – CMC.

Desde a abertura de portas, o Banco Português do Atlântico demonstrou uma solidez invulgar e capacidades únicas, tendo chegado à liderança do sector em Portugal sem grandes dificuldades, mantendo essa orientação durante perto de cinco décadas. Porém, as novas exigências dos clientes e investidores acabaram por surtir efeitos, levando à aceitação da proposta de um grande grupo entretanto criado, o Banco Comercial Português (BCP).

Reprivatização conduz ao BCP

Embora a liquidez do BPA tenha sido adquirida com o óptimo historial de regularidade alcançado até 1975, a instituição não escapou à nacionalização concretizada a 11 de Março desse mesmo ano, numa altura em que se encontrava de “perfeita saúde”. Contudo, no início dos anos 90 a entidade voltou a ser privatizada em 33 por cento, cinco anos antes da participação maioritária ser adquirida pelo BCP.

No momento da reprivatização, o Banco Português do Atlântico já contava com mais de três centenas de agências e sucursais em todo o país, além de uma representação internacional garantida por duas dezenas de balcões. A conjuntura foi, por isso, ideal para a compra estratégica que se veio a revelar numa boa aposta, cujos frutos se traduziram na consolidação de poder do Banco Comercial Português.

Os sectores de influência do BPA concentravam-se essencialmente nos segmentos do turismo, indústria, serviços, imobiliário e financeiro, complementados aquando da incorporação no BCP, decorrida entre 1995 e 2000, com efectivação a 30 de Junho, data a partir da qual se extinguiu oficialmente o Banco Português do Atlântico e se concluiu a fusão de ambos sob a indicação de BCP/BPA, mais tarde actualizada somente para BCP, por decisão dos sócios mandatários das duas instituições.

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Comentários

  1. Pereira diz:

    O BPA era um prestigio português e funcionava muito melhor do que o BCP agora este banco è uma catastrof eu deixei logo de trabalhar com o BCP



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