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História da MasterCard

Uma das grandes evoluções para o comércio surgiu com o aparecimento da moeda, um sinal de troca que veio substituir o câmbio até esse momento efectuado pela transacção directa dos bens. Contudo, essa invenção foi apenas o início de uma linha de criações na óptica da compra e venda que inclui as cartas de pagamento, cheques, cartões de crédito e de débito.

O nascimento da MasterCard aconteceu precisamente na sequência dos eventos supra-referidos, mais concretamente na passada década de 40, cerca de 20 anos depois de ter sido lançado o primeiro cartão crédito, também conhecido como cartão de pagamento. A partir desse marco histórico o surgimento de entidades nas principais cidades norte-americanas sucedia-se de forma algo desregulada mas em meados de 1960 somente as empresas com claras e objectivas estratégias sobreviveram, entre as quais a MasterCard e a VISA, as actuais líderes no segmento dos cartões de crédito universais.

As bases da MasterCard foram sendo erguidas a partir de 1951, data de colocação no mercado do cartão de crédito do Franklin National Bank, instituição hoje designada por European American Bank. O sucesso deste novo meio remuneratório foi tão grande que levou à emergência de múltiplas franquias em diversas cidades dos EUA, embora cada uma circunscrevesse a sua actividade aos respectivos limites urbanos e operasse só com um banco ou rede de balcões.

Identidade própria

O paradigma inicial dos cartões de crédito e entidades por detrás destes não tardou a ser alargado globalmente e culminou com a formação de inúmeras entidades especializadas na gestão e optimização daqueles meios de pagamento, entre as quais o Interbank Card Association (ICA), hoje em dia conhecido como MasterCard Internacional. O seu ímpar desenvolvimento encetado em Agosto de 1966 tem sido conservado até ao presente de uma tal forma que lhe permitiu dominar o respectivo mercado a par com a VISA.

A maior distinção entre a então ICA e a restante concorrência foi eventualmente um dos seus principais trunfos para o sucesso, uma vez que estando sob o controlo de um único banco tornava os processos de administração substancialmente menos complexos, o que fomentou notórios efeitos positivos ao nível da eficácia de utilização, uma característica fundamental que contribuiu de forma determinante para a adesão dos consumidores, os sustentadores do sistema e sem os quais este nunca existiria.

O movimento expansionista que permitiu à MasterCard garantir uma importante quota de mercado foi iniciado com a parceria estabelecida com o Banco Nacional do México (1968) e principalmente com o Eurocard, no continente europeu, em meados de 1969, meses antes da associação a instituições japonesas. Seguiu-se a ampliação à Austrália e África, nos anos 70, uma década antes de a entidade assegurar presença na América Latina e Ásia, a que se aliou, em 1987, a China.

Actualmente a MasterCard é uma multinacional verdadeiramente global, encontrando-se nos mercados europeu, asiático, norte e sul-americano, bem como no Médio Oriente, Pacífico, África, Caraíbas e América Latina. Todavia, esta evidente estratégia de alargamento não está concluída, pois a empresa mantém uma forte (e constante) aposta em novos destinos, tentando promover sólidas relações entre os três pilares basilares que suportam o negócio: instituições financeiras, comerciantes e consumidores.

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