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História da VISA

Os cartões de crédito fazem parte da história da economia global e vieram possibilitar a milhões de pessoas e empresas uma maior facilidade de realizarem os seus pagamentos com total segurança e comodidade. Estas são também premissas da VISA, entidade que deve aos seus visionários fundadores, nomeadamente a Dee Ward Hock, um legado que abriu caminho ao sucesso da empresa no multibilionário negócio em que se encontra inserida.

Embora a marca VISA apenas tenha surgido numa acção de rebranding consumada em 1976, a história da instituição que lhe deu origem remonta a Setembro de 1958, ano em que o Bank of America lançou o seu cartão de crédito BankAmericard. Foi esta ficha de papel com face tricolor branca, azul e dourada (os contemporâneos tons da empresa) que encetou o império hoje conhecido como VISA e marcou a globalização financeira desse período no que aos métodos de pagamento diz respeito.

A chegada do BankAmericard ao mercado foi uma verdadeira novidade em diferentes aspectos, sobretudo devido ao facto de oferecer aos consumidores uma linha de crédito (na altura de 300 dólares) que podia ser utilizada e posteriormente devolvida segundo um plano de reembolso previamente acordado. A sua implementação foi inicialmente limitada apenas à cidade de Fresno, na Califórnia, mas as suas vantagens levaram a que se expandisse a todo o território norte-americano com um êxito inédito.

Universalidade foi a “chave” do sucesso

Em menos de uma década o BankAmericard conseguiu mais de dois milhões de utilizadores regulares, precipitando o fim de boa parte dos cartões de crédito próprios emitidos por instituições locais. Na sequência, o Bank of America reforçou em 1966 a sua presença aliando-se a diversos bancos com actividades em outras regiões norte-americanas e quatro anos depois, a 9 de Julho de 1970, as entidades emissoras do BankAmericard oficializavam as suas actividades sob o nome National BankAmericard Incorporated (NBI), o antecessor da VISA.

O grande avanço do BankAmericard em termos de utilização aconteceu em 1973 com a implementação do sistema de comunicação electrónico BASE I, o principal responsável pela expansão do cartão a 15 países em pouco mais de um ano, num período em que a gestão das entidades associadas àquele era transferida para o Ibanco. No entanto, muitas das instituições financeiras internacionais rejeitavam o cartão por estar ligado a um banco em particular, pelo que em 1976 se procedeu à mudança de designações, tendo o NBI passado a VISA USA, o Ibanco a VISA International Service Association e o BankAmericard a cartão VISA.

A aceitação do VISA a nível global foi tão positiva que em 1976 foi necessário actualizar o BASE I para um sistema mais complexo e melhorado, o BASE II, cujas características tiveram de ser adequadas para responderem às exigências inerentes ao exponencial aumento do volume transacções efectuadas e nomeadamente ao perfil dos equipamentos de leitura de cartões diferenciados geograficamente.

Os primeiros cartões de crédito de luxo foram igualmente lançados pela VISA, o Smart e o Premium, ambos equipados com chip e plano de liquidação a pré-pagamento, dois factores que aumentaram ainda mais a quota de mercado da empresa que desde Março de 2008 está cotada em bolsa e garante actualmente presença em mais de 200 países e territórios com uma aceitação universal apenas comparável à MasterCard.

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