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História do Banco Borges & Irmão

Os primeiros registos de actividade do Banco Borges & Irmão (BBI) constam ainda sob a marca da entidade que o precedeu, a Casa Bancária António Nunes Borges & Irmão. Esta instituição, ao serviço do público desde 1884, estabeleceu as bases de empresa no sector parabancário, o digno antecessor do período de forte implementação de bancos em Portugal, durante o qual viria a renascer, já com a nova designação, BBI.

Instalado na cidade do Porto, o então novo grupo financeiro lusitano teve “luz verde” do Banco de Portugal (BdP) em 1937 e desde logo procurou consolidar a sua posição no mercado através de uma esclarecida aposta em projectos ligados a cooperativas locais e mais tarde nacionais, numa clara óptica de abrangência para lá do distrito que o acolhia. No entanto, na reestruturação compelida em 1975 o BBI acabou por ser nacionalizado, quando detinha perto de 100 agências de norte a sul e sucursais internacionais.

A desprivatização de uma entidade financeira que há pouco tempo se tinha alargado além-fronteiras – nomeadamente para a Venezuela (Caracas), França, África do Sul (Joanesburgo) e Estados Unidos da América (Nova Iorque) – contribuiu de forma decisiva para uma brusca alteração da política de actuação, obrigando a um recuo na estratégia adoptada até à data. Não foi, por isso, nada invulgar a venda do banco apenas 14 anos depois da nacionalização do mesmo, numa operação levada a cabo com sucesso pela Sociedade Portuguesa de Investimentos (SPI), hoje conhecida como BPI.

Aquisição fundamental para o crescimento

Como seria de esperar, a compra do BBI pelo Banco Português de Investimentos constituiu um enorme impulso para a expansão do próprio BPI, mas não foi de todo um negócio fácil dadas as circunstâncias. Após o conturbado período que se seguiu à Revolução dos Cravos, as incertezas eram bastantes e só a intervenção do Banco do Fomento e Exterior (BFE), ao qual passou a pertencer o Banco Borges & Irmão, em 1989, pôs termo à desordem em que se encontrava o sector nacional.

A posse da totalidade de capital do BBI pelo BFE transitou já no decorrer de 1996 para o BPI, que havia adquirido este último logo de seguida à sua privatização, ocorrida precisamente nesse ano. Concluiu-se assim o longo processo de incorporação daquelas duas instituições na terceira, a grande sociedade bancária que emergiu na sequência do rápido mas sustentado crescimento da Sociedade Portuguesa de Investimentos, uma das maiores entidades deste segmento na actualidade do panorama lusitano.

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