Este site utiliza cookies. Ao navegar no site estará a consentir a sua utilização. Saber mais

História do Banco Central Europeu

Fundado no dia 1 de Junho de 1998, o Banco Central Europeu (BCE) foi concebido em uníssono com a entrada em vigor do euro nos 11 países inicialmente adoptantes da moeda única. O intuito fundamental da entidade passava pela coordenação da política monetária ao nível das pátrias que haviam escolhido deixar o seu numerário próprio em prol de uma “ficha” comum ao espaço que mais tarde seria apelidado de zona euro.

Localizado desde a sua abertura em Frankfurt, na Alemanha, o BCE viu as funções que lhe são atribuídas serem gradualmente modificadas com o decorrer dos anos até que em 2007 o Tratado de Lisboa provocou alterações significativas ao papel da instituição, em especial no que concerne à vital capacidade e responsabilidade de intervenção directa em mecanismos de harmonização de processos relativos à divisa comum. Desde a entrada em vigor daquele acordo que o Banco Central Europeu está incumbido de assegurar o poder cambial do euro no mercado, isto é, garantir que a sua valorização e desvalorização ocorre de forma justificada e não baseada em quaisquer outros motivos que em nada legitimem a subida ou descida do seu valor.

Barreiras à criação do BCE

Apesar da necessidade de conceber uma entidade reguladora no sector bancário dado o avanço da integração no Velho Continente, este nem sempre foi um assunto consensual, pelo que a formação do Banco Central Europeu enfrentou algumas dificuldades iniciais, sobretudo originadas no segmento mais conservador do círculo político e nas tendências económico-financeiras ligadas à mesma filosofia de pensamento. Contudo, os desafios que se adivinhavam que surgiriam na sequência da implementação da primeira moeda comum de larga escala desde o dólar “obrigaram” a que os mais cépticos cedessem na posição assumida, permitindo assim que a fundação da instituição fosse concretizada.

BCE no sistema bancário europeu

O novo membro do sector bancário comunitário veio impulsionar o desenvolvimento do eurosistema, uma espécie de associação extra-nacional daquele ramo económico cujas funções são em muito semelhantes ao ainda activo Sistema Europeu de Bancos Centrais (SEBC) mas que por si só representa os bancos centrais nacionais dos Estados-membros da União Europeia que adoptem o euro como moeda. Na prática o BCE dá “voz” aos países da zona euro, “falando” pelos integrantes deste espaço, substituindo, portanto, o Instituto Monetário Europeu (IME), entidade que até ao momento da abertura do Banco Central Europeu desempenhou um papel crucial no complexo processo de concepção e lançamento da moeda única em todas as suas vertentes, desde a ideia à concretização final.

Subscrever actualizações

rss

Comentários

  1. João Pedro diz:

    artigo interessante… curioso saber das barreiras que existiram…
    site bom informado



AVISO:Todos os artigos publicados no blogue bancario.pt são puramente informativos e não podem ser confundidos com aconselhamento financeiro.