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História do Banco Nacional Ultramarino

As décadas inaugurais do sistema bancário português organizado conheceram inúmeras entidades que entretanto se vieram a fundir com os grandes grupos económicos que foram surgindo ao longo dos anos. Esta foi uma situação comum e verificou-se também com o Banco Nacional Ultramarino (BNU), actualmente integrado no gigante estatal, a Caixa Geral de Depósitos.

Fundado em 1864 por iniciativa única de Francisco Oliveira Chamiço, o BNU nasceu em Lisboa num dos períodos de maior efervescência de sempre do sector lusitano, os finais do século XIX. Nesta época propícia ao desenvolvimento de negócios ligados com o financiamento (crédito) de terceiros em troca de interesses (juros), diversos foram os empresários a apostar neste segmento, um dos quais o mentor daquela instituição, cuja actividade ia bastante mais além do “país à beira mar plantado”.

Embora o centro nevrálgico de acção tivesse sido Portugal, o Banco Nacional Ultramarino marcou ainda presença em Angola, Cabo Verde, Guiné-bissau, Macau, Moçambique e Timor Leste. Contudo, o Decreto-Lei N.º 451, publicado em 1974, ditou a nacionalização da entidade, colocando assim um ponto final aos negócios nas ex-colónias, na sequência da total ausência de interessados em assumir o controlo da rede ao nível internacional.

No panorama interno, o BNU não se extinguiu de imediato, mas acabou por assumir um papel secundário em comparação com o que já havia desempenhado no tempo em que detinha 180 agências de Norte a Sul e nas ilhas. A sentença final teve lugar em Julho de 1988, ano em que a entidade se torna exclusiva do Governo, após a passagem desta a sociedade anónima, adquirida através da Caixa Geral de Depósitos (CGD), à qual se agregou por completo no início da década de 90.

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